sexta-feira, 25 de novembro de 2011

3 de Copas - A Paixão

Quantas vezes já me apaixonei? 

Empatia afetiva e emocional, a Paixão, encantada pela minha presença refletida no rosto do amado. Quero esse amor e esse amor é meu porque também me quer, só meu... então  vamos dançar, a lua nos convida, é noite, amor, e eu sou tua... 






segunda-feira, 21 de novembro de 2011

5 de Copas: O amor e o tempo...

Quando foi a maior crise sentimental de nossa vida, em que chuva forte do inverno deixamos para trás a felicidade? A motivação dessa crise veio de nós ou do outro? Onde se perderam os doces sabores das taças em que bebemos nossas últimas alegrias e trocamos beijos tão apaixonados? Não, não digas nada... ainda não é hora, meu querido! Deixemos que a confiança de outrora seja refeita pelo tempo imemorável do amor.  
   



domingo, 20 de novembro de 2011

Anjo Metatron - um guardião do Tarô


"Segundo a lenda, o criador do tarô foi o anjo Metatron, guardião da porta do SOL Atom, Rá dos Magos Egípcios, senhor do conhecimento do átomo. Reencarnou na terra como o profeta Enoch, de quem nos fala a Bíblia.


Muitos são os mistérios associados à roda de Enoch, também conhecida como roda das emanações, da vida, do karma e do dharma, ou roda Sansarra ou sarasrara dos mestres do Tibet e oriente. Metatron, ou Enoch, nos deixou o conhecimento destes 22 arcanos. A Kabala do alfabeto hebraico se divide em 22 estrofes do salmo 119 do Rei Davi na Bíblia, 22 letras que correspondem aos 22 arcanos maiores do tarô egípcio. Uma outra lenda diz que o tarô foi extraído do livro de Thot, pai da sabedoria Egípcia, num total de 78 arcanos.

Conta-se que Metraton, anjo criador do tarô, inspirou alguns sacerdotes de antigas civilizações a gravar todo o conhecimento que tinham em pequenas lâminas de metal fazendo assim surgir o tarô. Os seus mistérios porém só poderiam ser acessados por aqueles que possuíssem sabedoria e conhecimento suficiente para desvendar seu conteúdo simbólico.

Este grande mestre vive nos mundos superiores, no mundo de Aziluth, mundo este repleto de uma felicidade inconcebível para os humanos segundo Kabala.

O exato momento que o tarô passou a fazer parte do conhecimento humano ainda é um mistério, mas, existem várias especulações a respeito.

Sabemos que surgiu na Europa (Itália) do século XII, como um jogo lúdico entre os nobres que com o tempo passaram a especular sobre os possíveis significados que estariam por trás daqueles símbolos desenhados e pintados a mão, então, seu caráter divinatório se estabeleceu, sendo bastante popularizado um pouco mais tarde pela Mademoiselle Marie-Anne Le Normand durante o reinado de Napoleão I, pela influência que exercia sobre a primeira esposa do monarca.

Outras vertentes afirmam que o surgimento do tarô foi na verdade no antigo Egito , mas, não existem registros históricos sobre isto.

O tarô não é apenas um oráculo, ele pode ser usado como forma de meditação, auto conhecimento, filosofia de vida, terapia, entre outros."

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Encantamento do 2 de Copas


Tenho medo de perder a maravilha
de teus olhos de estátua e aquele acento
que de noite me imprime em plena face
de teu alento a solitária rosa.

Tenho pena de ser nesta ribeira
tronco sem ramos; e o que mais eu sinto
é não ter a flor, polpa, ou argila
para o gusano do meu sofrimento.

Se és o tesouro meu que oculto tenho
se és minha cruz e minha dor molhada,
se de teu senhorio sou o cão,

não me deixes perder o que ganhei
e as águas decora de teu rio
com as folhas do meu outono esquivo.

Federico García Lorca

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Arcano 11 – A FORÇA: O infinito é supremo




O poder de realização e prazer da carta A Força é tão formidável que chegamos a pensar que não nos pertence, pois esse arcano define o princípio da crença em si mesmo. Na sombra de nossa consciência é comum a falta de auto-estima e outros diversos bloqueios, eu não posso, eu não consigo, eu sou fraco... Como nos enganamos ao expressar equivocadamente esses sentimentos em relação à nossa capacidade de reagir e de superar os próprios limites, reflexo de uma espiritualidade ainda obscura.

O domínio de nossos delírios de alma atinge o seu coroamento na energia infinita e suprema da carta A Força, a nos dizer que a nossa fonte nunca seca, desde que busquemos a sua ligação ou interação constante com o universo que é a grande energia divina dentro de nós. Por isso que na sabedoria antiga do Tarô de Marselha, pela ilustração do baralho de Nei Naiff, observamos que essa carta contém a lemniscata, o símbolo do infinito, modelando o chapéu de uma mulher bonita e controlada que com delicadeza abre a boca de um leão a ela submisso.

Toda essa riqueza simbólica traduz inteligência e virtude moral, significando que o magnetismo e a luz interior que nos abastece nunca se apaga, só precisamos fazer conexão íntima com a nossa origem vital, que nos serve de base e de sustentação para a evolução pessoal.

A carta A Força é outra lição moral esquecida, pois nós nos habituamos a dimensionar nossos instintos mais do que as nossas potencialidades, daí mergulhamos em um oceano de incertezas a agitar o nosso desânimo e fragilidade. O homem contemporâneo vive em desespero com suas neuroses, somando preocupações e multiplicando a sua natureza animal. Assim, a vibração da carta a Força é tudo o que o homem precisa para se nivelar com a sua essência divina e não sucumbir em seu próprio ego.

Quando nos debruçarmos sobre o nosso leão adormecido, é importante que tenhamos confiança excessiva na superioridade da chama vital que habita em nós, pois é esse fogo sagrado que irá queimar o orgulho e a estupidez de nossos gestos impensados, transformando em carinho e sutileza o despertar dessa fera. Este é o mistério que ainda não desvendamos completamente, obcecados pelo medo, a insegurança e o impulso inferior inerentes à bestialidade humana.

A Força não é somente um estado de alma, nem tampouco a coragem para transpormos barreiras, mas é também, uma filosofia de vida, em que optamos por estabelecer relacionamentos saudáveis, prósperos e valorosos, tendo como norte os pensamentos elevados que nos guiam e nos dão a segurança para lutar e vencer. 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Por que sou Raimunda?

O filme Volver do cineasta espanhol Pedro Almodóvar é especialmente maravilhoso; primeiro, porque é um retorno às origens, à infância, ao ventre materno, embalado pelo cheiro da pimenta e pelo sabor nostálgico e sedutor do tango; segundo, porque é um tributo às mulheres, começando pelo arquétipo da mãe, tão terna, cuidadosa e protetora, capaz de fazer as mais difíceis renúncias e ainda encontrar força para seguir em frente.

Em Volver, não existiria um filme se não fossem essas mulheres fantásticas, representando além da mãe, a filha, a neta, a irmã, a sobrinha, enfim, três gerações que se entrelaçam no mesmo enredo de amor e de cumplicidade. São lindas, versáteis, divertidas, trabalhadoras, guerreiras, e enfrentam sozinhas com muita garra os obstáculos da vida, sem se abaterem com as escolhas que tiveram que fazer. 

A protagonista Raimunda, vivida pela atriz Penélope Cruz, simboliza todo esse universo feminino. Sua intuição aguçada, seu olhar expressivo e perspicaz, o domínio das situações adversas e complicadas a consagram como a verdadeira IMPERATRIZ das cartas do Tarô, pois Raimunda simboliza a força espiritual e o instinto feminino em ação, inspirando as outras mulheres a abraçarem o mesmo poder que ela tem. 


  



domingo, 22 de maio de 2011

Prece Hindu

















É maravilhoso, Senhor:
meus braços perfeitos,
quando há tantos mutilados;
meus olhos perfeitos,
quando tantos não têm luz;
minha voz canta,
quando outras emudecem,
minhas mãos trabalham,
quando tantas mendigam.

É maravilhoso, Senhor:
voltar para casa,
quando tantos não têm para onde voltar.
É bom: sorrir, amar, sonhar, viver, 
quando tantos choram, odeiam e revolvem pesadelos 
e morrem sem viver.

É maravilhoso, Senhor:
ter um Deus para crer,
quando tantos não possuem o lenitivo de uma crença.

É maravilhoso, Senhor:
ter tão pouco a pedir
e tanto para agradecer.



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Idílio amoroso - Seis de Copas



Quero ir buscar em meu último pensamento a lembrança de tua voz doce. Preciso que me digas onde nós nos abandonamos. Tenho em mim essa mania de ser triste por nada, então ver-te na distância de meu coração faz-me inevitavelmente cansada, como se eu fosse uma canção para não dormir.

Não tenho a madureza da vida, nem a fatalidade dos batons vermelhos, apenas aprendi a te amar sem malícia. Eu por ti já não sofro, nem me debato a suplicar teu regresso. Apenas fito em silêncio o horizonte e me conformo.

Ah, mas quando espero ficar quieta em meu lamento, vem esse inexplicável desejo de sentir teu beijo, através de uma sensação morna e latejante que só posso chamar de saudade.

Somos duas almas tristes que se encontraram no porto da despedida e nem tiveram tempo de morrer. Que saudade de nós dois...!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Amor e Crise, o dilema do Cinco de Copas


Por que partes de mim, agora que meu corpo tem o desenho de tua boca, 
umedecida pelo frio das madrugadas?
No ímpeto de obssessiva sexualidade, descobri teu rosto e tua fragrância,
então como acordar e presenciar a vida sem ti?
Em minha solidão, não caberá esperança e ternura,
nossas almas entrelaçadas ainda não se redimiram
ao prelúdio da eternidade.
Se eu não te amar, fica apenas silêncio
no leito amargo do adeus...

domingo, 15 de maio de 2011

A Temperança e a alquimia da dor


A TEMPERANÇA é uma carta de poder muito grande no Tarô, pois representa tanto a cura, quanto a proteção astral, mas adverte que o tempo é o maior aliado para o alcance de nossos objetivos, ela pode nos trazer a energia do equilíbrio diante dos sentimentos fragilizados pela saudade, melancolia e carência afetiva, expressadas, por exemplo, pela ausência dos filhos,  da família, ou pela divergência de opiniões com nossos afetos, sejam eles os próprios filhos, companheiros, amigos ou grupo social. A TEMPERANÇA é o Anjo que acaricia todas essas emoções. 

E por que essa carta está no caminho da dor? A resposta é simples: conciliar corações partidos ou opostos exige paciência, perseverança, tenacidade. A ponderação requer que sejamos profundamente doces, mansos e suaves, no intuito de manter a harmonia da convivência.

Por essa razão, a carta A TEMPERANÇA é considerada uma das 4 lições morais, dentre os 22 Arcanos Maiores do Tarô. Na contemporaneidade, temos esquecido de algumas virtudes que levam à paz e ao equilíbrio mútuo. Queremos tudo a tempo, à hora, e do nosso jeito, assim não paramos para refletir nas diferenças individuais e coletivas, que é o "olhar" sobre o  perfil do próximo.

Ir além do limite preconizado pela natureza e pela ordem social, sem a moderação, a reflexão apurada, gera consequências dolorosas a nossa pessoa e ao meio em que vivemos. A carta A TEMPERANÇA é a responsável por essa alquimia, uma verdadeira lição moral que há tempos foi deixada de lado pela sociedade moderna. Esse Arcano nos adverte quanto ao consumismo exagerado, à ganância, ao ato impensado, ao desespero; todas essas energias negativas podem se acumular em nosso corpo astral e físico, transformando-se em doenças a serem extirpadas. A TEMPERANÇA é o Arcano da transmutação.

É sempre um desafio fazer os consulentes compreenderem a simbologia da carta, pois ela exige que se identifique a necessidade de conviver com todos os processos que nos desagradam e os quais ainda não somos capazes de assimilar. 

O Anjo da TEMPERANÇA nos coloca de frente com o nosso oposto,  para que aprendamos a tolerar e a conter nossos temperamentos. Dá-nos um modelo de conduta pessoal e social, caindo sobre nós como um exemplo de "virtude cardeal", então, passar por essa lição moral com zelo é utilizar a medida certa para todas as coisas. O sal demais estraga e o doce em excesso prejudica.

A carta A TEMPERANÇA significa o bom senso, que controla o impulso de nossa natureza humana e nos faz aceitar a natureza dos outros, pois o homem não é uma ilha solitária, vive-se em grupo e em interação constante com a sociedade, por isso, ela está voltada ao bem social ou ao bem comum.

A alquimia da dor é o exercício cotidiano de nós mesmos e do outro, é o fluxo dos sentimentos, das emoções e da vida. Assim tem que ser, até que se cumpra a evolução moral que permite ao homem viver em um mundo com diversidades. Por isso, que em seu sentido geral, a carta A TEMPERANÇA significa equilíbrio, harmonia entre razão e coração, o justo meio entre o excesso e a carência, sendo a companheira da FORÇA, pois é impossível ser forte sem ser temperante.           
        
·